domingo, 2 de fevereiro de 2014

PLANO DE ENSINO

DISCIPLINA: FARMACOGNOSIA     Carga horária: 72 horas/aulas
PROFESSOR: Prof.Dr.Luis Carlos Figueira de Carvalho

1 - EMENTA:
Introdução a disciplina. Importância da biodiversidade e da etnofarmacologia na prospecção de novos fármacos. biogenese dos fármacos derivados de Plantas. Produção vegetal. Conservação de plantas medicinais. Métodos de extração de matérias primas vegetais. análise de princípios ativos vegetais. controle de qualidade de matéria-prima e drogas vegetais.


2 - OBJETIVOS:
2.1  GERAL
O presente componente curricular visa fornecer conhecimentos básicos e fundamentais para a compreensão da história, da produção, do armazenamento, da comercialização, do uso, da identificação, avaliação e o isolamento de princípios ativos de drogas, bem como a biodiversidade e etnofarmacologia na prospecção de novos fármacos. Através desse conhecimento, o aluno será capaz de desenvolver atividades de cunho científico junto a sua comunidade utilizando técnicas específicas para a melhoria das condições de vida da população. Além disso, busca contribuir para a formação de um profissional crítico e reflexivo no contexto da farmacognosia, colaborando para uma formação generalista e holística dos alunos, capacitando os alunos nas competências técnicas e atuar eticamente no mercado de trabalho sempre baseando-se nos amplos conhecimentos adquiridos.

2.2               ESPECÍFICOS
  • Proporcionar aos alunos conhecimentos básicos sobre os aspectos da farmagnosia
  • Reconhecer a Importância da biodiversidade e da etnofarmacologia na prospecção de novos fármacos.
  • Desenvolver a capacidade de utilizar a farmacognosia na solução de problemas relacionados à sua área de atuação
  • Articular o ensino com atividades de pesquisa na área da farmacognosia
  • Estimular a busca de novas técnicas e tecnologias que contribuirão para a melhoria de sua comunidade
  • Realizar procedimentos laboratoriais para análises dos fármacos

3. PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS

O conteúdo programático será ministrado em  2 módulos, um TEÓRICO de 50 horas/aulas, utilizando os instrumentos didáticos, como leitura, exposição do tema em data-show, retro projetor, quadro-branco, etc.,; e outro módulo  PRÁTICO, de 22 horas/aulas, que consistirá de desenvolvimento de  técnicas de laboratório aplicadas ao conhecimento da farmacognosia, a ser  ministradas no Laboratório multidisciplinar, utilizando os Kits e Reagentes  químicos, bem como as instrumentações próprias do Laboratório

4. RECURSOS


TEORIA: Data-show, retro projetor, quadro-branco, etc.,;
PRÁTICAS, Kits e Reagentes biológicos, bem como as instrumentações próprias do Laboratório


5 .  AVALIAÇÃO
SISTEMA DE AVALIAÇÃO
Para o domínio cognitivo é feita através de: a) exercício específico para cada unidade; b) avaliação formativa ao final de cada unidade; c) avaliação somativa ao final do curso. Para avaliação formativa e somativa são feitas: 1) provas objetivas com questões do tipo falso/verdadeiro, associação (correspondência), seriação, complementação (lacuna) e múltipla escolha (complementação múltipla e assertiva-razão); 2) provas de resposta livre (escrita)

Para o domínio afetivo, utilizamos a técnica da observação direta dos seguintes aspectos: a) Apresentação pessoal; b) Freqüência, pontualidade às aulas teórico/práticas; c) Pontualidade na entrega dos trabalhos

Para o domínio psicomotor  ser avaliado utilizamos: a) Observação direta do desempenho nas atividades laboratoriais e sua interrelação com as abordagens teóricas; b) Problemas simulados

6. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

  • Histórico. Nomenclatura/conceitos. Multidisciplinaridade. Biodiversidade. Produtos naturais e o desenvolvimento de fármacos.
  • Importância da biodiversidade e da etnofarmacologia na prospecção de novos fármacos.
  • Biogenese dos fármacos derivados de Plantas.
  • Matérias primas vegetais. Aspectos relacionados à obtenção e avaliação da qualidade
  • Metabolismo básico e origem dos produtos secundários vegetal, obtenção de droga vegetal. Produção vegetal.
  • Principais grupos de metabólitos vegetais de interesse farmacêutico: polissacarídeos, compostos polifenólicos (flavonóides, taninos, cumarinas, antraquinonas).
  • Derivados do isopreno  (saponinas, heterosídeos cardiotônicos), óleos voláteis, compostos nitrogenados (alcalóides, metil-xantinas).
  • Compostos de estruturas diversas (compostos enxofrados, cianogenéticos), entre outros, abordando
·    Métodos de análise em farmacognosia: provas de identificação macroscópica; pesquisa de sujidades.
  • Métodos de análise em farmacognosia: determinação do teor de umidade e de cinzas; microssublimação.
  • Métodos de extração de matérias primas vegetais.
  • Controle de qualidade de matéria-prima e drogas vegetais.
  • Plantas Tóxicas
7        -  BIBLIOGRAFIA


Básica
COSTA, Aloísio Fernandes. Farmacognosia, Vol. I, Vol. II e Vol. III. Fundação Calouste  Golbenkian Lisboa.
SIMÕES, C.M.; SCHENKEL, E.P.; GOSMANN, G.; MELO, J.C.P. Farmacognosia: da  planta ao medicamento. 6ª ed. Porto Alegre: Ed da UFRGS/ Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2007. 1104p.
OLIVEIRA, F ; AKISUE, G.; AKISUE, M.K. Farmacognosia. São Paulo: Atheneu, 2010.

Complementar
ALICE, C. B., SIQUEIRA, N. C. S., MENTZ, L. A., SILVA, G. A. A. B., JOSÉ, K. F. D. Plantas Me-
dicinais de Uso Popular: atlas farmacognóstico. Ed. da ULBRA, Canoas/RS. 1995.
Artigos Científicos (Journal of Natural Products, Rev. Bras. de Farmacognosia, Natural Product Reports, Journal of Ethnopharmacology, Química Nova, Journal of Agricultural and Food Chemistry, Phytomedicine, outras).
BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Farmacopéia Brasileira. São Paulo: Atheneu, 2004.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos.Departamento de Assistência Farmacêutica. A fitoterapia no SUS e o Programa de Pesquisa de Plantas Medicinais da Central de Medicamentos. Brasília: Editora MS, 2006. 148 p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica. Política Nacional de plantas medicinais e fitoterápicos. Brasília: Editora MS, 2006. 60 p.
MATOS, J.D.M. & MATOS, M.E. Farmacognosia: curso teórico prático. Ed. UFCE
SITES IMPORTANTES
SOCIEDADE BRASILEIRA DE FARMACOGNOSIA: http://www.sbfgnosia.org.br/

sábado, 1 de fevereiro de 2014

AULAS

AULAS MINISTRADAS

  1. ASPECTOS HISTÓRICOS.DEFINIÇÃO DE TERMOS
  2. DROGA E PRINCÍPIOS ATIVOS
  3. PRODUÇÃO DE DROGAS
  4. ANÁLISE DE DROGAS 
  5. DROGA VEGETAL - FOLHAS
  6. DROGA VEGETAL - FLORES
  7. DROGA VEGETAL - FRUTOS
  8. DROGA VEGETAL - SEMENTES



Para ter acesso aos  arquivos das aulas de Farmacognosia acesse o link:  skydrive do Prof. Luis Carlos



"Farmacognosia" deriva de duas palavras gregas, "pharmakon" ou droga, e "gnosis" ou conhecimento.

Farmacognosia foi, é e continuará sendo sempre área de conhecimentos interdisciplinar. A botânica, a química de produtos naturais e a farmacologia sempre constituíram as colunas mestres sobre as quais se apoia a farmacognosia. Para ser farmacognosta, não basta ser especialista em umas das três áreas citadas, é imprescindível ter visão conjunta. Só assim o profissional poderá ter conhecimentos adequados sobre as drogas, qualificando-se no sentido de ser autêntico representante desta área de conhecimento.
Em nosso país, possuidor de uma das floras mais variadas do mundo, riquíssima em plantas medicinais, a oportunidade para o exercício da farmacognosia assume importância maior.
A partir de maio de 1987 através de resolução XXXI Assembléia Geral da Organização de Saúde foi determinado o início de um programa com o fim de utilizar os métodos da medicina popular.
As plantas medicinais merecem atenção especial nos trabalhos derivados desta decisão. Uma das ocorrências deste fato no Brasil foi o estímulo ao retomo à Fitoterapia. A Central de Medicamentos destinou verbas para o estudo de Plantas Medicinais e eficácia de inúmeros vegetais no tratamento de enfermidade pode ser comprovada.
Em 1815, Seydler em sua Anacleta Pharmacognostica, criou o termo farmacognosia para designar a ciência que estudava as matéria de origem natural, usadas no tratamento de enfermidades. Este termo, que atualmente se refere com exclusividade as matérias de origem vegetal e animal. Formado de duas palavras gregas, a saber: PHARMAKON, que significa droga, medicamento, veneno e: GNOSIS, conhecimento. Sendo o objetivo da farmacognosia o estudo ou conhecimento das drogas, faz-se necessário, antes de mais nada, estabelecer-se um conceito a seu respeito.
Em farmacognosia, droga é todo o produto de origem animal ou vegetal que, coletado ou separado da natureza e submetido a processo de preparo e conservação tendo composição e propriedades tais, dentro de sua complexidade, que constitua a forma bruta do medicamento. Droga, é pois, toda a matéria sem vida, que sofreu alguma transformação para servir de base para medicamento. A história, a produção, o armazenamento, a comercialização, o uso, a identificação, avaliação e o isolamento de princípios ativos de drogas são aspectos tratados na farmacognosia. A identificação, verificação de pureza e avaliação de drogas são atividades diretamente relacionadas com os farmacêuticos.
Outros tipos de tarefas importantes igualmente estudadas pela farmacognosia correspondem aos conservação e armazenamento de drogas. Afarmacognosia pode ser encarada tanto sob o ponto de vista utilitário como filosófico. A pesquisa de novas plantas medicinais, buscando o isolamento de princípios ativos e sua identificação, a verificação da atividade fannacodinâmica destes princípios ativos bem como a do extrato do vegetal envolvido, constitui atividade relevante.
Fonte: SIQUEIRA, J. M. Apostila de farmacognosia - teórico e prática. Campo Grande, 1998.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 900 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/6906/os-caminhos-da-farmacognosia#ixzz2JUFuus72



BIBLIOGRAFIA BÁSICA :
OLIVEIRA, F ; AKISUE, G.; AKISUE, M.K. Farmacognosia. São Paulo: Atheneu, 2005.
SIMÕES, C.M.O. [et al.]. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 5.ed. Porto Alegre: UFRGS, 2004.
COSTA, Aluisio Fernandes. Farmacognosia. Editora Calouste Gulbenkian.  6ed., 2002
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR :
BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Farmacopéia Brasileira. São Paulo: Atheneu, 2004.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos.Departamento de Assistência Farmacêutica. A fitoterapia no SUS e o Programa de Pesquisa de Plantas Medicinais da Central de Medicamentos. Brasília: Editora MS, 2006. 148 p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica. Política Nacional de plantas medicinais e fitoterápicos. Brasília: Editora MS, 2006. 60 p.

SITES IMPORTANTES

SOCIEDADE BRASILEIRA DE FARMACOGNOSIA: http://www.sbfgnosia.org.br/

 Skydriver com os arquivos de FARMACOGNOSIA: 

LINKS DO SKYDRIVER ONDE ESTÃO ARMAZENADOS OS ARQUIVOS DE FARMACOGNOSIA